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Ontem voltei de viagem de Porto de Galinhas - RE. Devo dizer que é um lugar bastante agradável, principalmente pelo hotel onde ficamos. Chama-se "Village" e se encontra um pouco distante da capital e a uns 15 minutos da cidade. O lugar tem, de fato, mais argentino do que brasileiro. Sério.
E eu preciso dizer o quanto eu me amarro perdidamente em café da manhã de hotel. É tipo, a melhor parte de todos os dias. Eu sei que eu pareço gorda falando assim, mas nem ligo.
Visitamos algumas praias, muito bonitas por sinal e fizemos um passeio de barco que me presenteou com queimaduras leves nos ombros. É incrível que não importa quanto protetor solar eu passe, sempre volto torrada para Brasília...
Nos sete dias que nós passamos por lá, cinco se dedicaram apenas em curtir o hotel que nos fornecia piscinas, garções, bebidas, praia... Tudo isso enquanto ficávamos na areia da praia, sentados, olhando para aquele quebra de ondas constante.
No entanto, a parte que mais me agradou de longe foi quando fomos as compras na pequena cidade. Não pelo fato capitalista, mas sim porque foi nesse dia que eu entrei nua lojinha bonitinha de máscaras bem feitas e apaixonantes. Eu estava com o livro "As crônicas de gelo e fogo" -de George R. R. Martin- nas mãos, estudando todos os detalhes que haviam em todas as peças daquela loja. Era tudo tão simples... e tão bonito! O vendedor, um senhor, estava escrevendo alguma coisa, então obviamente ele não estava olhando para mim. Pelo menos era isso que eu havia pensado até ouvir um "AH! Você lê também? Que volume é esse?". Me assustei um pouco, mas logo retribui o sorriso logo após que vi o dele. Conversamos durante algum tempo e ele me perguntou se aquela era o tipo de literatura que eu mais gostava e eu respondi que sim. Em seguida, ele me perguntou se eu já tinha lido algumas outras obras e eu fiquei com vergonha ao responder negativamente. E então ele anotou o nome dos autores que citara e me entregou, enchendo-os de elogios.
Ele também me contou que havia sido ele quem fizera as máscaras e isso me deixou ainda mais maravilhada. Perguntei se ele poderia me ensinar a fazê-las e ele respondeu que sim. Comprei duas pra mim e pedi o e-mail dele para que pudesse continuar conversando com ele e ele me entregou... Foi um dia no mínimo muito divertido e só o fato de ter uma conversa tão bacana acabou fazendo o resto da semana.
Quando cheguei em Brasília, no momento em que sentei em frente ao computador, a primeira coisa que eu fiz foi mandar um e-mail pra ele. Eu realmente espero não estar sendo forçante, mas é a primeira vez desde a Tereza que posso admirar alguém que não está na Califórnia. Minha primeira impressão quando estive naquela loja foi tão positiva que chega até a ser ridículo. Oh God, eu espero que ele me responda.
E eu não pude deixar de notar uma coisa... No último dia que passamos em Porto de Galinhas, enquanto lia na praia, um vira-lata manso e lindo passou por mim e deitou na areia da mesa ao meu lado, na sombra. Achei aquilo tão lindo, mas ao mesmo tempo tão triste. Exatamente porque eu sempre me pego pensando em como é a vida dessa animal, assim como eu me pergunto que tipo de vida leva um garoto de rua ou de favela. Em como eles são tratados pelas pessoas pelo simples fato de existirem.
Quero dizer, eu comentei com alguém o quão bonitinho era aquele animal ali, ileso e descansando e essa pessoa me respondeu:
- O quê, aquele animal imundo e cheio de doenças? Deviam é matar todos.
Eu não pude deixar de me sentir ofendida com aquilo.
- Deveriam é cuidar deles.
- Deveriam nada, tem que matar.
Aquilo me deixou bastante, BASTANTE nervosa durante um bom tempo. E foi a partir desse instante que eu percebi o quão... inacreditáveis são as pessoas. E também foi a partir daí que eu decidi me tornar uma pessoa que tivesse montante o suficiente para construir um canil visando o cuidado de cães de rua, assim como pretendo criar uma casa de descanso para velhos largados na rua. Ou quem sabe uma escola cuja a mensalidade seja suficientemente baixa para que todos possam colaborar e construir a partir desse lugar, crianças melhores.
Eu sei que tudo isso parece bem sonhador, para dizer o mínimo. Mas é como diz Lennon, eu não sou a única. As pessoas de classe média ou alta tem a mania de ver pessoas e animais de classe inferior como nada além de... nada. Como se não fosse uma vida. Uma criança passando fome é a mesma coisa que um cachorro sendo mal-tratado, ao meu ver, pelo simples fato de os dois estarem respirando, pensando e sentindo. Todos nós estamos vivos e todos nós merecemos ser ajudados pelo próximo, não importando as semelhanças ou diferenças.E para finalizar, hoje assisti "A Bela e a Fera", em 3D. Não consigo negar o quão lindo é esse filme e o quão boba eu fico enquanto assisto a ele.
É tudo tão... Mágico!
Haviam muitas, muitas crianças no cinema e duas garotas fúteis e burras atrás de mim na fila, mas nada disso fez que meu dia piorasse. Foi incrivelmente... Agradável. Menos a parte que eu estou gripada e com dor de cabeça. Tudo bem, eu sei que meu sistema imunológico dá conta do recado.
Bom, acho que é isso.
Obrigada por visitar o Chimera's Paranoid, e volte sempre.
Placa por Yori, pego no Onigiri.
Primeiro avatar por alguém que também tem um bazar no Onigiri, mas que não põe o seu nome na plaquinha de acesso.
O restante dos avatares foram pegos no DeviantART.








